quinta-feira, março 31, 2011

Estranhíssima condição

"Enfim, mais duradoiros são os rancores dos deuses do que dos homens. Os homens são estes pobres diabos, capazes sim de terríveis vinganças, mas a quem uma coisita de nada comove, e, se a hora é a certa e a luz propícia, cai nos braços do inimigo, a chorar esta estranhíssima condição de ser homem, de ser mulher, de ser gente."
 


in "Levantado do Chão", 
José Saramago

domingo, março 27, 2011

Le Petit Écolier

« “ LE PETIT ÉCOLIER ” ‑ Outono/Inverno 2011/2012

Paris anos 80, respirava o luxo, elegância, e glamour. Cidade da minha infância sorridente, memorias em vrac, a mochila pesada a amarrotar o casaco, horas de estudo intercaladas com recreios preenchidos com brincadeiras inocentes e gargalhadas soltas entre amigos, alegrias e tristezas de recreio, ... 16h30, a escola acabou. Muito posso escrever destas recordações de infância que me invoca os burgueses parisienses num mélange colegial romântico, com cintas demarcadas, com jogos de comprimentos e de largura, onde predominam contrastes entre rude e delicado numa elegância sofisticada.

Certas matérias primas surgem como encaixes de um puzzle no qual integro várias peças numa só, e sobretudo em lãs tricotadas, juntando pelos, peles, fazendas, combinadas com peças mais leves em chiffon, ou cetim.

Quanto a paleta de cores, sou imediatamente envolvida por tons muitos suaves desde do beige, salmão, verde água, mostarda, camel, verde garrafa, cinza e preto, tons estes que se diferenciam dos habituais tons escuros de Inverno.

Fecho o livro de memórias da petite écoliére que fui em Paris, onde tudo começou, passo os esquiços para a passerelle...

...bienvenue petit écolier. »


Assim descreve Elisabeth Teixeira o salto que foi dos esquiços para a passerelle da sua mais recente colecção Outono/Inverno 2011, mas acreditem que nenhuma destas palavras chega a fazer verdadeiramente jus ao requinte, elegância, subtileza e deslumbre que as suas peças justificam.

Na passada Quarta-Feira, 23, o Porto absorveu o glamour da Cidade Luz e, com a Alfândega de palco, tivémos o privilégio de sermos contemplados com a deslumbrante colecção Le Petit Écolier de Leuna by Elisabeth Teixeira onde a jovem estilista conseguiu definitivamente reportar-nos aos recantos mais encantadores da sua capital e capital da moda conseguindo mais uma vez arrebatar a passerelle com coordenados audazes e ao mesmo tempo românticos, acima de tudo irresistíveis.

Tem um je ne sais quoi de ternura e ao mesmo tempo é bem feminina, arrojada ainda que com uma pitada vintage, de uma forma ou de outra consegue chegar a todos nós despertando memórias, desejos e formas de estar.

Elisabeth Teixeira tem vindo então a conquistar o seu lugar na moda desde 2004 e mais recentemente em 2009 aprensentou o seu primeiro desfile individual onde assina desde aí com a sua marca Leuna.

Deixo aqui um cheirinho do que foi a le petite écoliere acompanhada de uma banda sonora à sua altura:




sexta-feira, março 18, 2011

terça-feira, março 15, 2011

domingo, março 13, 2011

Viajo porque preciso, volto porque te amo.


"Se aqui tivesse correio, mandava um telegrama pra você com estas palavras: viajo porque preciso, vírgula, volto porque te amo ponto."

sexta-feira, março 11, 2011

terça-feira, março 08, 2011

Rescaldo

No rescaldo do entrudo encontro-me com Bibio e as suas qualidades ornamentais... meu bálsamo!


sábado, março 05, 2011

Bro Hymn

Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez que a ouvi (e já lá vai o tempo...).
Faz e diz de mim o que quer e bem lhe apetece mas no fundo nada diz tão bem o que esta música me transmite.
Desfaz os meus nós mais rebuscados, vai de mim para mim como mais nada vem nem me conhece, gabo-lhe a graça de me consertar mesmo nos seus desenlaces deprimidos, na história triste que lhe subjaz, carrega um fardo mais fatalista que o próprio fim, mas há sempre uma luz nela que me faz ver melhor, ou só mesmo ver.




quarta-feira, março 02, 2011

Home sweet home

Têm estilos bem diferentes, em comum é-me a vontade de ter um LOFT destes, mais ou menos amorosos, rústicos ou modernos, vanguardistas ou românticos, ai se eu pudesse era um assim, nem me valho de esquesitices, são funcionais e acentavam nos meus desejos como uma luva, o gosto dava-se-lhes depois... ai ai!