quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O sapato está para a mulher como o futebol para o homem

Dizem que gostamos de sapatos mais do que chocolate, eu cá não partilho da mesma opinião, não por não gostar de sapatos mas por adorar chocolate e antes dos sapatos que venham as malas, a bijuteria, os gorros, os vestidos, a roupa interior.. enfim, muita coisa! Também não costumo falar de moda, nem percebo muito (confesso!), no entanto, enquanto mulher (e não me venham cá com coisas porque todas temos uma fashion victim dentro de nós) e a propósito de comentários como "-Ah, os leitores da Vogue e da Elle não nos interessam muito...", "(...)futilidades(...)", tenho a dizer que Moda é tão fútil como o Desporto, a Dança ou a Música, no final das contas tudo enferma do mesmo, tudo é show-off, tudo sobrevive debaixo de holofotes com mais ou menos purpurinas, tudo é arte com o seu q.b de atenção, portanto, não me venham dizer que seremos cabeças ocas só porque sabemos a diferença entre uma calça skinny ou uma calça saruel. E contra mim falo, que nunca li uma Elle ou uma Marie Claire, sei que existem (o que já não é mau!) mas com certeza que gastaria mais facilmente os meus últimos trocos numa dessas magazines que numa Maria.
No reverso da moeda, que não nos chamem de destrambelhadas porque não aderimos ao último tamanco, quando tantas vezes o que é in não é bonito e, acima de tudo, funcional (ainda estou para perceber porque é que é "moda" usar sandálias no Inverno e botas de Verão!)!

Aproveito o post para fazer jus ao que gosto, esteja na moda ou não, e ao mesmo tempo ao porquê de nunca comprar uns sapatos Channel ou Dolce Gabana, quando o (não) funcional passa os limites da extravagância com um belo de um chuto, literalmente, num ordenado mínimo (no mínimo!)!

 

 

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Les Chansons D'amour


Para quem for adepto de musicais não há como perder este: Les Chansons D'amour, de Christophe Honoré, fala de toda a gente e a toda a gente. É um filme ligeiro e forte, triste e alegre, pessimista e optimista. Acima de tudo envolvente! Retrata o amor de uma forma audaz, a dois, a três, em família, entre raparigas ou rapazes, chegando ao mais íntimo de cada um de nós. 
A história começa com um triângulo amoroso entre as personagens, Ismaël (Louis Garrel), Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme), triângulo esse que assume contornos incertos, espelhando o menos puritano dos cenários e ao mesmo tempo as novidades, as angústias e respectivas dúvidas que embalam os personagens em cada vértice.
Uma história rara à qual até os pouco apreciadores de musicais conseguem se render. Honoré vai além dos muros convencionais da sétima arte Hollywoodesca e consegue fazer da música um instrumento narrativo do filme criando um magristral e sublime elo com as restantes ferramentas dramáticas. Com audácia não perde a graciosidade e delicadeza do amor mais convencional ao sexo pouco vulgar e até chocante que a muitas câmaras calha captar. 
Para envaidecer ainda mais esta história, imagens lindíssimas e Paris muito bem filmada. De tirar o chapéu a toda a equipa, realização, produção e actores, onde nenhum pormenor falha fazendo jus à capital do amor e ao je ne sais quoi que, inevitavelmente, o cinema francês não deixa escapar.






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Uma história de amor que acaba quando uma outra começa.


sábado, fevereiro 06, 2010

Tetro

 


“Tudo neste filme é um risco! Um filme pessoal, de autor, rodado a preto e branco, falado parcialmente em espanhol e, pior, em espanhol argentino... Não conseguiria arranjar pior maneira de ganhar dinheiro!”
Francis Ford Coppola

Ainda assim, a genialidade deste Senhor e dos seus filmes, nem o 3D consegue alcançar!