"Não tenho paciência para ouvir os outros, não tenho paciência para viver, não tenho paciência para morrer, estou aqui, parada, num desequilíbrio interminável, nunca mais acabo de cair, irrito-me se me falam, sofro se não me dizem nada, odeio o gesto caridoso: a mão de alguém nos meus cabelos, o que eu quero é uma voz que me queira, um momento de descanso nessa voz."
Grito
Rui Nunes
domingo, abril 06, 2008
sábado, janeiro 19, 2008
I don't love him, winter just wasn't my season
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming out loud
And I know that you'll use them, however you want to
segunda-feira, dezembro 24, 2007
sábado, dezembro 08, 2007
domingo, novembro 11, 2007
sábado, novembro 03, 2007
"O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são duas coisas que nos governam. E todavia... (...) acredito que se um ser humano vivesse a sua vida plenamente, dessa forma a cada sentimento, expressão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio."O Retrato de Dorian
GrayOscar Wilde
sábado, outubro 27, 2007
"Il faut être toujours ivre. Tout est là: C'est lúnique question. Pour ne pas sentir l'horrible fardeau du Temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve.Mais de quoi? De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise. Mais enivrez-vous.Et si quelque fois, sur les marches d'un palais, sur l'herbe verte d'un fossé, dans la solitude morne de votre chambre, vous vous réveillez, l'ivresse déjà diminuée ou disparue, demandez au vent, à la vague, à l'étoile, à l'oiseau, à l'horlage, à tout ce qui fuit, à tout ce qui gémit, à tout ce qui roule, à tout ce qui chante, à tout ce qui parle, demandez quelle heure il est; et le vent, la vague, l'étoile, l'oiseau, l'horlage, vous répondrant: «Il est l'heure de s'enivrer! Pour n'être pas les esclaves martyrisés du temps, enivrer-vous; enivrer-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise.»"
Le Spleen de Paris
Charles Baudelaire
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